A empresa israelense-japonesa Brandmark está utilizando a tecnologia blockchain para permitir que os fabricantes de alimentos mostrem a origem de seus produtos e os consumidores saibam de onde vêm os produtos que compram e a quais processos foram submetidos, disse Yedioth Aharonot.

A tecnologia Blockchain é revolucionária, permitindo o compartilhamento de informações entre várias organizações. A Blockchain replica o banco de dados de forma idêntica em todas as estações participantes, para que não possa ser forjado. Se um computador ou usuário – chamado de ‘nó’ – na rede relatar o contrário, os outros ‘nós’ não aceitarão essa discrepância. O Bitcoin – frequentemente associado ao blockchain – é uma implementação do blockchain no campo monetário, mas há diversos usos para a tecnologia.

A Brandmark é uma joint venture entre a israelense Blackbird Ventures e a empresa japonesa de tecnologia de blockchain EMURGO Ltd., e usa a tecnologia para aumentar a transparência para os consumidores. Ao escanear o código de barras de um produto, é possível ver a jornada que os itens fizeram do campo ou do fabricante até a loja.

Todos esses detalhes estão no código de barras do produto, que pode ser lido com um smartphone.

Atualmente, a Brandmark oferece a plataforma a vários produtores de café da Indonésia e está em negociações com grandes empresas de alimentos, incluindo Nestlé S.A, Burger King, Angel Bakeries, etc.

Com as cadeias de abastecimento espalhadas por todo o mundo hoje, transparência e rastreabilidade, a capacidade de rastrear a história, distribuição e localização de produtos e serviços, podem ser importantes para o combate ao trabalho escravo e infantil e algumas questões ambientais.

No entanto, além da intenção de combate de violações aos diretos humanos e ao meio ambiente, a tecnologia de rastreamento corre o risco de ser utilizada para facilitar possíveis boicotes de empresas e grupos específicos por motivos ideológicos, de acordo com interesses governamentais e/ou supranacionais.